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Café com Foto #01

Seja muito bem vindo ao nosso bate-papo Café com Foto! Hoje estamos inaugurando este espaço com nosso convidado Thiago Cunha.


Olá meu amigo e amante da fotografia!

Pode preparar aquele cafezinho gostoso que eu e o nosso convidado Thiago Cunha te esperamos para se juntar a nós neste bate-papo descontraído. Pronto, já está de volta? Então bora lá…
Hoje inauguramos o Café com Foto, o nosso bate-papo sobre fotografia. Um espaço totalmente pensado para trazer para você que assim como nós também é apaixonado por fotografia entrevistas com convidados profissionais, amadores, entusiastas e porque não iniciantes neste maravilhoso universo imagético.

Então sem mais delongas, me permitam lhes apresentar o amigo e fotógrafo Thiago Cunha, que de pronto aceitou o nosso convite em inaugurar este espaço em nossa coluna. E vamos juntos conhecer um pouco sobre sua trajetória e seus trabalhos.

Boa leitura…

Julimar Gomes: Quem é o Fotógrafo Thiago Cunha? Fala pra gente, como a fotografia surgiu na sua vida?
Thiago Cunha: Bom, sou o pai da Thaynara, marido da Simone, analista de sustentabilidade em uma empresa do ramo portuário. Eu sempre fui muito ligado a arte seja ela qual for o segmento, eu acredito que através da arte conseguimos expressar de forma concreta o nosso sentimento e isso me fascina. A fotografia entrou na minha vida de forma digamos que “avassaladora”, como você Julimar mesmo diz: “Fomos picados pelo mosquito da fotografia”.
Como a maioria dos pais, eu sempre registrei as fases de crescimento da minha filha, modéstia parte, minha filha é linda, mas os registros que eu fazia não eram tão lindos assim. rsrsrs…


Um belo dia minha sogra resolveu fazer um ensaio fotográfico da nossa pequena, e quando recebemos as fotos eu fiquei maluco com a qualidade daquelas imagens e resolvi comprar uma câmera DSLR de entrada.
Eu não sabia NADA, absolutamente nada desse universo, me refiro à ISO, abertura, velocidade, direção, composição etc.
Então me inscrevi em um curso básico de fotografia em Santos, onde tive a oportunidade de aprender muito com o Antonio Sarquiz, que na minha opinião é um mestre em linguagem fotográfica, e daí por diante eu não parei mais de aprofundar os meus conhecimentos, não durmo um dia sem estudar fotografia.

Fotógrafo Thiago Cunha – autorretrato

Julimar Gomes: Depois que você se rendeu a fotografia, quanto tempo levou para que isso se tornasse algo mais sério?
Thiago Cunha: Há cerca de 02 anos após começar a fotografar e publicar as minhas fotos nas redes sociais, começaram a aparecer os primeiros trabalhos “simples” como festa de aniversário infantil, aniversário de amigos entre outros.
Em 2019, fui convidado pelo Carlos Kadu para fazer a cobertura do guitarrista cubatense Roberto Barros no teatro municipal de São Paulo, até aí tranquilo, o que eu não sabia é que o Roberto Barros ia se apresentar com o genial Maestro João Carlos Martins, e quando me deparei com o cenário confesso que fiquei tenso, pois nunca havia fotografado em teatro (A luz é outra história), enfim, lá estava eu com a missão na mão e tinha que executar. Como o Roberto ia se apresentar somente no final do espetáculo, comecei a fotografar o maestro sem parar, “naquele momento eu não tinha compromisso” se ficassem boas ok, senão tudo bem, acho que devo ter feito umas 1300 fotos em duas horas de apresentação.

Maestro João Carlos Martins em apresentação no Teatro Municipal de São Paulo – foto: Thiago Cunha


Pois bem, fotografei o Roberto Barros e na hora de irmos embora o gerente da Filarmônica me chamou e perguntou se eu poderia vender as fotos para ele, eu gentilmente disse que não iria cobrar e que mandaria as fotos via nuvem assim que
finalizasse a pós-produção das imagens.
Trocamos e-mail e assim que eu enviei as fotos, cerca de 02 horas depois o meu telefone toca!

Era o gerente elogiando as minhas fotos e me convidando para ser o fotógrafo oficial da filarmônica em SP.
A partir desse dia, a coisa começou a ficar mais séria, tive que abrir empresa, emissão de nota fiscal e toda a parte burocrática pertinente.
Então comecei a fazer parte do time onde fotografei além do Maestro João Carlos Martins, o Maestro Adriano Machado da Orquestra Villa Lobos, Projota, Tiago Abravanel, entre outros nomes da música.
Por fim, recentemente fui aceito em duas membresias reconhecidas mundialmente, sendo a Inspiration Photographers e a Prime Photo Association e agora o céu é o limite.

Guitarrista Cubatense Roberto Barros no Teatro Municipal de São Paulo – foto: Thiago Cunha
Tiago Abravanel em apresentação com a Filarmônica de São Paulo – foto: Thiago Cunha

Julimar Gomes: Nos últimos anos você desenvolveu alguns trabalhos autorais, certo? Por que
enveredou por estes caminhos?
Thiago Cunha: Julimar, contei a você acima como a fotografia entrou de forma mais séria em minha vida, isso tudo é muito legal, muito bacana, financeiramente falando, porém não é o que me enche os olhos no meio da fotografia, a fotografia para mim não tem preço, a questão de valor é o que ela representa para você, é como as pessoas que
consomem a sua arte às interpretam. A fotografia autoral é uma forma que eu tenho de expressar tudo aquilo que não consigo dizer ao mundo.

PROJETO FEELINGS – foto: Thiago Cunha

Olha que coisa louca: Na minha primeira exposição autoral, uma pessoa me abordou e pediu para que eu explicasse uma das fotos, pois bem, quando eu comecei a explicar olhando para foto e virei para ela, ela estava chorando e me parabenizando pela mensagem passada, cara isso não tem preço.
Sem contar que a mesma fotografia tem significados diferentes dependendo de quem as vê, isso não é mágico?
Simplesmente por isso, eu mergulhei no nicho de trabalhos conceituais e me fascino cada dia nesse universo.

PROJETO FEELINGS – foto: Thiago Cunha

Julimar Gomes: Como foi produzir, seu primeiro trabalho autoral e sua primeira Exposição Fotográfica? Quais as principais dificuldades que você enfrentou?
Thiago Cunha: A produção desse trabalho foi turbulenta demais, eu estava passando por um momento crítico de ansiedade e digamos que “descontei isso nas minhas fotografias”, mas na verdade quando comecei a produção dessas fotos eu não tinha intenção de expor. Foi durante uma conversa informal com o Wesley Ribeiro, criador do Mangue Steak Pub, acabei mostrando algumas fotos já produzidas a ele que repentinamente me convidou para fazer a exposição na casa. As dificuldades foram inúmeras, desde a curadoria, tipo de material, apoio de parceiros, mas com a ajuda de alguns amigos acabou sendo um sucesso e as fotos estão lá até hoje.

Exposição Fotográfica no Espaço Mangue Steak Pub – foto: Thiago Cunha

Após isso, fui convidado pela empresa onde trabalho para elaborar uma exposição com a temática “Consciência Negra”, onde foram produzidos 45 quadros que rodaram por todas as unidades do grupo espalhadas pelo Brasil, além de me render a publicação de um livro que estamos em tratativas para definir o período de publicação.

“Isso era confidencial! rsrsrs…

Exposição Fotográfica “Consciência Negra” – foto: Thiago Cunha
Exposição Fotográfica “Consciência Negra” – foto: Thiago Cunha

Julimar Gomes: Com o avanço da tecnologia e o surgimento de formas cada vez mais seguras de armazenar arquivos, eu te pergunto: Você ainda revela as suas fotos?
Thiago Cunha: Sim, com toda certeza revelo as minhas melhores imagens, pois por mais que a tecnologia tenha avançado, não é algo tangível. Quando você pode tocar em algo que você mesmo criou tem outro sabor, sentar-se no
sofá da sala e poder mostrar e explicar o seu projeto fotográfico para seus entes queridos e ou amigos é algo que a tecnologia ainda não atingiu.

Julimar Gomes: Muito se fala em estilo fotográfico. Que é, basicamente, a sua identidade. Algo que te representa e te diferencia artisticamente. Que o estilo da sua fotografia é o conjunto de características presentes nas suas fotos. Você diria que já se encontrou? Qual é o seu estilo?
Thiago Cunha: Julimar, na verdade eu procuro não me encontrar e ou rotular minha identidade fotográfica, eu acredito que a identidade de um fotógrafo principalmente conceitual precisa ser algo mutável, instável e questionável, pois para mim, a fotografia conceitual / autoral revela os sentimentos e estado do fotógrafo, portanto, me fala uma
pessoa no mundo que está triste, feliz, ansioso em todo tempo? Essa é a essência da fotografia conceitual na minha opinião, e tento incessantemente transparecer isso nas minhas produções. A fotografia precisa “falar” um milhão de segredos em apenas um frame.

Exposição Fotográfica “Consciência Negra” – foto: Thiago Cunha

Julimar Gomes: O que você considera mais relevante para o sucesso de um projeto fotográfico cujo escopo final é a realização de uma exposição?
Thiago Cunha: Para mim o sucesso de um projeto fotográfico está totalmente ligado à mensagem a ser transmitida, pelo menos no que tange ao nicho conceitual, se você não possui uma temática interessante, a exposição não passará de uma sequência de boas imagens.


Exemplo: Você irá produzir uma exposição fotográfica de trens, se você não conseguir transmitir a história por trás daquilo, se não remeter o público ao passado, presente e futuro da logística no mundo, não passará de quadros decorativos, entende?

Julimar Gomes: A chegada da Pandemia afetou de forma muito impactante o mercado de eventos e consequentemente a vida de muitos fotógrafos, causando inclusive a migração para outras profissões. Como você reagiu aos efeitos da Pandemia?
Thiago Cunha: A pandemia com certeza impactou financeiramente nosso ramo de forma considerável, mas também nos forçou a aprender formas de se reinventar. No meu caso, como a fotografia não é a minha fonte de renda principal, eu consegui investir o tempo sem trabalhos em estudos fotográficos, foquei o investimento em conhecimento.
Com a flexibilização atual, os ensaios fotográficos principalmente femininos e casais estão começando a voltar. Acredito que tudo tem o seu tempo e Deus dá o fardo de acordo com a nossa resistência.

Julimar Gomes: O que esperar para 2022? Acredita que com o avanço do plano nacional de imunização, haverá uma retomada deste mercado a curto prazo? Ou os profissionais da fotografia ainda irão amargurar uma longa e lenta recuperação?
Thiago Cunha: Olha, eu acredito que a retomada total do mercado irá demorar um bom tempo, pois não é somente a questão de poder ou não poder sair de casa, de estar ou não imunizados, estamos falando de uma crise econômica gigantesca que afetou de forma considerável boa parte da população mundial, e isso leva tempo para se recuperar.

Julimar Gomes: E você, quais são os planos para o ano que vem? Algum novo projeto a caminho?
Thiago Cunha: Para 2022 a princípio tenho uma meta e dois projetos, sendo:


Meta: Ganhar um prêmio de fotografia entre as membresias internacionais as quais
participo.

Projeto 01: Dar a sequência da publicação do livro.
Projeto 02: Este já está no forno, mas ainda não posso revelar, mas é algo relacionado a fotografia conceitual.

Julimar Gomes: Por último, diz aí: Canon ou Nikon, qual é a melhor? rsrsrsrs…
Thiago Cunha: Kkkkkkk, Julimar sendo Julimar, né?
Cara, eu sou suspeito em falar pois comecei na fotografia com uma D7200 da Nikon e me atendeu super bem, hoje trabalho com uma 6D e uma 6DMarkII e atende as minhas necessidades.
Na verdade, o melhor equipamento é o olhar do fotógrafo e o domínio da técnica, isso sim faz toda a diferença.

Exposição Fotográfica “Consciência Negra” – foto: Thiago Cunha

E chegamos ao fim do nosso primeiro Café com Foto!

Quero agradecer imensamente ao amigo Thiago Cunha por aceitar o nosso convite e abrilhantar o lançamento do nosso bate-papo sobre fotografia e desejar muito sucesso em sua carreira. Como ele mesmo disse: “O céu é o limite!”

E se você curtiu nossa entrevista e ficou curioso para conhecer um pouco mais sobre o nosso convidado e seu brilhante trabalho, visite o seu perfil no Instagram: https://www.instagram.com/tcunhafotografia/ e também o site http://www.tcunhafotografia.com/

É isso aí galera! Por hoje é só! Nos vemos nos próximo Café com Foto. Abraços e bons clicks!


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Comentários

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13 de Jan 2024 - 19h43

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Dionei Ramos Pereira

06 de Jun 2021 - 11h39

Parabéns Thiago....

Dino Filho

06 de Jun 2021 - 10h43

Parabéns pela iniciativa, Julimar. Parabéns por seu trabalho, Thiago! É sempre bom ter espaço para se falar de fotografia, especialmente um espaço para destacar a rica produção fotográfica em nossa Baixada Santista!

Leonardo

06 de Jun 2021 - 10h35

Parabéns Thiago Cunha, acredite em seus sonhos, tudo é possível, você é fera, tudo que faz coloca dedicação, tenho certeza que com seus projetos não será diferente. Parabéns, desejo todo sucesso do mundo "mascara".

LUIZ AMERICO DA SILVA SANTOS

06 de Jun 2021 - 07h34

Muito bom! O "CRIA" é cabuloso e seu trampo tá PH.. @! JULIMAR, PARABÉNS PELA COLUNA E POR DAR À CUBATÃO A DEVIDA VISIBILIDADE! PODE PÁ!

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