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Os emancipadores de Cubatão são dez

Pesquisas revelaram a existência de mais três, além dos sete já conhecidos.


Protagonistas da história da emancipação de Cubatão ocorrida em 1949, sete personagens eram conhecidos e reverenciados. Mas, pesquisas em 2005 revelaram a existência de mais três, como citado em matéria do jornal cubatense Acontece, na edição especial Cubatão 56 Anos de Emancipação, publicada em 8 de abril de 2005.

Emancipadores começaram a discutir separação em 1930. Vitória só veio em 1949
Foto: publicada (em preto e branco, com cortes) no jornal santista A Tribuna, caderno especial Cubatão em 09/04/2005. Original: foto de 1948, no acervo de Arlindo Ferreira


Estudo revela mais três emancipadores

Segundo o conselheiro do IHGC, Arlindo Ferreira, ao invés de sete, foram dez os emancipadores. “Alguns não assinaram documentos”

Até o ano passado a história da emancipação política da cidade reverenciava em seus anais sete homens que participaram ativamente do movimento de descolamento de Santos. Pesquisa feita pelo ex-presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Cubatão (IHGC), Arlindo Ferreira (colunista de Acontece), revela o envolvimento de outros três emancipadores, entre os quais uma mulher, que foram esquecidos simplesmente porque não compareceram à sessão da Assembléia Legislativa (AL), que aprovou a criação da cidade, em fins de 1948.

Maria Bastos Pereira dos Santos (Dona Donga), Irineu de Almeida Mascarenhas e Avelino Ruivo (que já havia sido reconhecido em reportagem publicada em Acontece, há um ano), participaram ativamente do movimento, mas não posaram para a foto que sacramentou o processo. “Quem não saiu na foto, dançou”, brinca Ferreira.

Segundo Arlindo, que é conselheiro nato do IHGC, os dez emancipadores foram chamados à AL [pelo] presidente Cunha Bueno, na companhia do deputado Lincoln Feliciano, mas apenas sete puderam ir.

“Avelino não foi porque tinha encontro de produtores de banana, dona Donga trabalhava no Correio, e por isso não pôde ir, e Irineu não foi dispensado do trabalho”, resume.

O IHGC já reconheceu a participação dos três, mas apenas o nome de Avelino foi oficialmente confirmado. “Ainda não deu tempo de concluir os trabalhos sobre os demais”, pondera. Mas caso os nomes sejam oficializados pela entidade, atualmente presidida pela ex-vereadora Rozemeire de França Abreu Santos, e avalizados pelo Legislativo e Executivo, entrarão para a história oficial do Município, corrigindo o que seria uma injustiça de cinco décadas.

Por enquanto, oficialmente, sete desbravadores formaram a comissão de trabalho para tratar da autonomia de Cubatão. Armando Cunha, Celso Grandis do Amaral, Lindoro Couto, José Rodrigues Lopes, Antônio Simões de Almeida, Jaime João Olcese e Domingos Rodrigues dos Santos. Mesmo sem pose para foto, o oitavo, nono e décimo elementos, cujos nomes não apareciam em documentos conhecidos, devem figurar como libelos.


Primeiros funcionários da prefeitura cubatense, em 1949, no antigo Paço, na Av. 9 de Abril: Avelino Ruivo (E), Astrogildo Terras, José Antonio Ribeiro, Lucas Gouveia dos Santos, Judith Rosa, Joaquim Couto Estácio e Lindoro Couto (D).

Foto publicada no jornal Alô Servidor, n. 3, da Prefeitura Municipal de Cubatão, em 10/2003. Original cedido pelo pesquisador Arlindo Ferreira, servidor municipal aposentado.


Ruivo – Através da reportagem do Jornal Acontece em comemoração ao aniversário de 55 anos, Avelino Ruivo pôde mostrar o outro lado da história, aquela que não foi contada nos livros e nem nos documentos arquivados. Segundo ele, na data marcada para assinar o documento de emancipação, não foi possível comparecer à reunião, devido a um encontro de produtores de banana.

A viagem até São Paulo foi marcada de última hora e eu não tive como desmarcar. Para a assinatura era necessário sete emancipadores e, como o meu nome não foi citado, uma outra pessoa entrou em meu lugar, ou seja, entraram para a história somente as pessoas que compareceram no dia.

O então governador do Estado, Adhemar de Barros, decretou em 24 de dezembro de 1948 que, a partir do primeiro dia do ano seguinte, Cubatão ficaria sob a responsabilidade do prefeito de Santos até que assumisse o novo prefeito de Cubatão, Armando Cunha, que venceu com 431 votos.

Reconhecido pela participação na vida política do novo município, Ruivo, através da portaria nº 001, de maio de 1949, foi nomeado como secretário-contador. O documento prova que fui o primeiro funcionário a ser contratado pela Prefeitura Municipal de Cubatão, lembra. Avelino Ruivo não se aborrece por não ser lembrado como um dos emancipadores e garante que na época não deu importância pelo reconhecimento de seu trabalho.

Independente do motivo que a minha participação não foi reconhecida, o que importa foram os resultados obtidos, sendo o principal deles o desenvolvimento de Cubatão”, finaliza emocionado.

Fotos publicadas com a matéria


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