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CASO RHODIA PARTE 2

Crimes contra a humanidade.


Crimes contra a humanidade

“Alguns executivos de indústrias químicas merecem estar na cadeia. Temos veteranos de guerra e crianças que passaram anos tentando viver, sem ajuda, com catastrófica incapacidade. Agora que sabemos quem é responsável, queremos a ajuda para os veteranos e queremos que as pessoas que venderam o produto sejam presas. Elas são criminosas. Elas sabiam”. Michel Ryan (veterano da guerra do Vietnã – 1982)

De todas as agressões sofridas pela natureza e pelo homem, ao longo da história do Brasil, nenhuma foi mais completa e abrangente que a cometida pelas indústrias que se instalaram no pólo petroquímico e siderúrgico de Cubatão.

Por inúmeros motivos, como a sonegação deliberada de dados e de informações que marcaram tanto o regime autoritário da época quanto a atuação da multinacional Rhodia, que desde o início de suas atividades na região adotou a política de esconder, ocultar a verdadeira face de seus atos criminosos. Durante a ditadura militar o Brasil vivia sob uma censura insana. Até a divulgação de simples informações sobre a qualidade do ar ou da água constituía-se em “ameaça à segurança nacional”

Para as empresas e as multinacionais de Cubatão, principalmente para a Rhodia, este clima de absoluto censura de informação e de opinião permitia a prática continuada de transgressão às leis do país e dos mais elementares princípios de convivência com os trabalhadores, e o povo que as acolheu e que lhes proporcionou lucros extraordinários.

Os trabalhadores não tinham qualquer informação sobre o risco da manipulação de produtos letais e dos perigos da exposição intensa e permanente a substâncias químicas de extrema toxicidade. A população ignorava por completo o perigo da proximidade dos “lixões químicos”. A desinformação era deliberadamente exercida. De forma cruel e desumana, rejeitos altamente perigosos e de reconhecido potencial cancerígeno eram oferecidos a pessoas humildes como fertilizantes, como adubo.


Há três décadas (1965 – 1995) que os grupos franceses Progil e Rhône-Poulenc são responsáveis por uma intensa poluição química de organoclorados, em toda a Baixada Santista, com a sequela brutal de doenças e mortes.

“O conceito de proteção da natureza implica no reconhecimento de que a primeira natureza violentada na sua integridade é a natureza do homem e, sobretudo, a dos operários” Berlinguer

Fonte extraídos dados de estudo da Dra. Agnes.

Na próxima, Caso Rhodia parte 3 vamos expor alguns Crimes contra a humanidade.


Notícia atualizada em 05/06/2021 11h07

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