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CASO RHODIA – PARTE 3 – CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

Contaminação das águas pluviais, disposição irregular de resíduos tóxicos, entre outras irregularidades que comprometiam a saúde dos trabalhadores e comunidades do entorno.


CASO RHODIA – PARTE 3

Em 1974, a CLOROGIL S.A. – Indústrias Químicas, ainda tendo como acionista a PROGIL que, por sua vez, agora pertence ao Grupo Rhône-Poulenc, representada no Brasil pela Rhodia S.A., começa a operar a unidade de fabricação de solventes clorados em Cubatão, a saber: o tetracloreto de carbono (CCl4), substância utilizada durante algum tempo em extintores de incêndios, posteriormente proibido devido aos produtos tóxicos mais perigosos que eram formados durante o combate ao incêndio.

Área Tetraper – Sump de Resíduos

Gases organoclorados

Também largamente utilizado como matéria prima na fabricação do gás Freon, conhecido por agredir e destruir a camada de ozônio, bloqueadora do raio solar ultravioleta, que tem freqüência de luz que pode causar o câncer de pele, enfermidade que infelizmente está em grande ascendência entre as populações, onde segundo os cientistas, a camada foi mais afetada. E o tetracloroetileno (C2Cl4), comercialmente conhecido como percloroetileno potente desengraxante de metais, principalmente na indústria automobilística e agente na lavagem de roupa a seco em lavanderias.


Desta fabricação, que operou entre os anos de 1974 e 1993, gerou algo estimado em torno de 20 mil toneladas de resíduos tóxicos compostos de C6Cl6, C4Cl6, C2Cl6, C2Cl4 etc., que foram totalmente dispostos sob o solo ou enterrados.

Esta disposição irregular de resíduos, direto no solo leva a se estimar que exista ainda algo superior a 300 mil toneladas de solo contaminado.


Disposição de resíduos tóxicos dentro da fábrica, eram enterrados no morro ao lado dos tanques de estocagem de propeno e na área onde se encontram edificadas as instalações do SINCRE – Sistema de Incineração de Resíduos, nestes locais foram dispostos em cavas abertas até o ano de 1976;

Área de armazenamento de resíduos tóxicos recobertos por lona preta na parte posterior da planta industrial, conhecida por “Morro”.


A contaminação das águas pluviais por resíduos organoclorados, é devido ao líquido percolado de áreas internas da indústria. Todos os efluentes líquidos e águas pluviais poluídas, enquanto a empresa encontrava-se em operação, eram encaminhadas para Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos implantada. Tendo em vista que a referida estação estava inoperante, devido a interdição da fábrica, as águas pluviais estão atingindo o Rio Perequê, sem o prévio tratamento.

“As catástrofes ambientais causadas pela produção industrial moderna, principalmente na área química, apresentam uma característica comum: “o contágio crescente da fábrica sobre o ambiente”, a difusão do dano, da nocividade”.

Nos casos dos desastres por poluentes químicos, a expansão da contaminação atinge um raio inusitado e imprevisível.

Em relação às comunidades e ao meio ambiente próximos o impacto é direto. Mas as possibilidades de ampla dispersão são múltiplas e variadas.


De maneira insofismável, os resíduos industriais organoclorados começaram a sair da fábrica da Rhodia em 1976 e o despejo inadequado desses dejetos perigosos intensificam-se a partir de 1978.

Caçambas com resíduos que seriam jogados no bairro Quarentenário

Galpão de armazenagem de resíduos perigosos

Dados extraído TCC Messias Gomes – Curso Técnico Em Meio Ambiente –


Notícia atualizada em 21/06/2021 23h08

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Comentários

Sandra

26 de Ago 2021 - 13h58

Parabéns Messias Gomes por ser sempre esse ativista ambiental que a cidade de Cubatão ainda tem. Penso que a população cubatense tem sofrido todos estes anos com efeitos desses materiais tóxicos, o que se pode explicar o grande número de doenças que ainda subsiste nas regiões metropolitanas, principalmente o câncer de mama. Muitos ainda tem esperança que levante mais pessoas como você para levar em consideração a saúde do povo e a questão Ambiental.

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